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	<title>Requiem for earth</title>
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		<title>Requiem for earth</title>
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		<title>Desigualdade Social no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 00:57:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mdktp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Desigualdade Social: Quão fundo é o buraco? Desigual: não igual, diferente, diverso, irregular, não uniforme, inconstante, descontínuo. O planeta Terra é bastante não igual em vários aspectos. Fisicamente a Terra é muito diferente: o relevo, o clima, a fauna, a flora (ed etc ad infinitum) são bastante diversos entre si ao redor do globo. Além disso, os recursos naturais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=earthrequiem.wordpress.com&amp;blog=10327701&amp;post=29&amp;subd=earthrequiem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Desigualdade Social: Quão fundo é o buraco? </strong></p>
<p><strong><em>Desigual: não igual, diferente, diverso, irregular, não uniforme, inconstante, descontínuo.</em></strong></p>
<p><strong>O planeta Terra é bastante não igual em vários aspectos. Fisicamente a Terra é muito diferente: o relevo, o clima, a fauna, a flora (ed etc ad infinitum) são bastante diversos entre si ao redor do globo. Além disso, os recursos naturais não estão todos concentrados em uma única região. </strong></p>
<p><strong>Os recursos estão espalhados irregularmente, distribuídos, sabiamente alocados pela natureza não uniformemente em diferentes locais. Essa descontinuidade promove a diversidade, a biodiversidade, a possibilidade de sobrevivência às diversas espécies. O resultado da &#8220;desigualdade&#8221; no planeta é justamente o de promover iguais chances a todos.</strong></p>
<p><strong>O mesmo acontece nas sociedades humanas. Somos desiguais, diferentes. Somos diversos em vários aspectos: étnicos, culturais, religiosos, sociais. E é justamente este último que gostaria de abordar. </strong></p>
<p><strong>A desigualdade social é única. Enquanto as outras <em>&#8220;desigualdades&#8221; </em>no planeta vão no sentido de distribuir os recursos, a desigualdade social vai no sentido de concentrar recursos. Porquê? Estamos em total desacordo com a natureza.</strong></p>
<p><strong>Aparentemente eu não teria porque me preocupar ou reclamar. Tenho acesso à água potável, portanto estou no &#8220;topo da cadeia humana&#8221; em relação a 45 milhões de brasileiros e a 1 bilhão de pessoas no mundo. Tenho acesso à rede de saneamento básico, logo me situo &#8220;acima&#8221; de cerca 2,5 bilhões das 7 bilhões de pessoas espalhadas por ai.</strong></p>
<p><strong>A renda em minha família é alta para os padrões nacionais. Tive acesso às melhores escolas e universidades no Brasil e na Europa. </strong></p>
<p><strong>Conclusão: sou rico!</strong></p>
<p><strong>Você agora até poderia estar pensando: milionário!</strong></p>
<p><strong>Porém, se viesse me visitar aqui em casa perceberia (e eu quero destacar bem o verbo <em>perceber</em>) uma casa de classe média. Talvez até classe média alta. Mas a sua percepção é distorcida (<em>leia o artigo em anexo no final: Distribuição de Renda no Brasil: um Ensaio sobre a Desigualdade Desconhecida</em>).</strong></p>
<p><strong>E este é o problema da desigualdade social, a nossa percepção.</strong></p>
<p><strong>Quero fazer você entender que eu sou &#8220;rico&#8221;, não na concepção romântica do magnata que limpa a bunda com dinheiro, mas em relação ao resto do Brasil e do mundo. </strong></p>
<p><strong>Ah essa tal relatividade! Provavelmente você também é rico, apesar de não saber.</strong></p>
<p><strong>Vamos aos fatos e números que são tão manipulados e escondidos de nós brasileiros. </strong></p>
<p><strong>Tudo o que eu lhe mostrarei a seguir pode ser encontrado no relatório do IBGE: PNAD 2008 &#8211; Pesquisa Nacional por Amostras de Domicilio 2008 (<em>também em anexo no final</em>).</strong></p>
<p><strong>A tabela 7.2.3 da pag. 174 do PNAD 2008 nos indica (última coluna) que em 2008 os 10% mais ricos da população detinham 42,7% do rendimento mensal de todos os trabalhos das pessoas de 10 anos ou mais, ocupadas, desse nosso Brasil.</strong></p>
<p><strong>A seguir eu coloco o gráfico da distribuição da renda no Brasil e o cálculo do índice de Gini, feitos por mim com base no PNAD 2008. Reparem como a curva real é distorcida em relação à ideal.</strong></p>
<p><a href="http://earthrequiem.multiply.com/photos/hi-res/1M/22"><br />
</a></p>
<p><strong>Gráfico da concentraçao de renda no Brasil e índice de Gini. (Clique para aumentar)</strong></p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Coeficiente_de_Gini">http://pt.wikipedia.org/wiki/Coeficiente_de_Gini</a>.</strong></p>
<p><strong>Este índice, que varia de 0 a 1, tenta estimar o grau de desigualdade social em uma população. Um valor igual a 0 corresponderia a uma sociedade totalmente igual e um valor igual a 1 corresponde a uma sociedade totalmente desigual. O nosso índice de Gini, de 0.52,  é um dos mais altos no mundo!!!</strong></p>
<p><strong>No Brasil, um décimo das pessoas detém quase metade de toda a renda. Isso não é bom, não pode ser bom, certo? Mas o que significa?</strong></p>
<p><strong>Vamos a um exemplo numérico hipotético.</strong></p>
<p><strong>Imaginemos que a renda de um país fosse digamos 100 reais mensais e o país tivesse 100 habitantes. Isso quer dizer que nessa sociedade 10 pessoas teriam juntas 43 reais ou uma média de 4,3 reais per capita (por pessoa). O restante das 90 pessoas, teriam juntas 57 reais. Porém somente 63 centavos de real per capita.</strong></p>
<p><strong>O exercício parece bobo nessa escala, mas quando consideramos a economia brasileira (entre as 10 maiores do planeta) e o número de habitantes, a realidade é bem mais dolorosa.</strong></p>
<p><strong>A realidade</strong></p>
<p><strong>O rendimento mensal real dos brasileiros ocupados e maiores de 10 anos (tabela 7.2.4) é de R$ 1.261. </strong></p>
<p><strong>Mas a média é uma ferramenta vil, coisa cruel, enganosa, porque esconde a diversidade, a desigualdade.</strong></p>
<p><strong>Ainda lendo a tabela 7.2.4 vê-se que os 10% mais pobres tem salários de em média R$ 174. </strong></p>
<p><strong>CENTO E SETENTA E QUATRO REAIS? Isso porque o salário mínimo é de R$ 465.</strong></p>
<p><strong>Na faixa entre os 10% e 20% mais pobres o rendimento mensal é de horríveis R$ 379, e até as escalas superiores a coisa não muda muito de figura. Na faixa entre os 60% e os 70% da população o rendimento é de somente R$ 869 mensais.</strong></p>
<p><strong>A nossa PEA (população economicamente ativa) é de cerca 92 milhões de pessoas (tabela 7.2.1). Então isso significa que quase 65 milhões de brasileiros assalariados recebem menos de R$ 900 por mês. SETE trabalhadores em cada DEZ recebem menos de R$ 900 por mês.</strong></p>
<p><strong>Não por menos o número de favelados no Brasil continua a crescer. Em São Paulo são cerca de 1,3 milhão de pessoas vivendo em favelas. Como pagar um aluguel de R$ 500, 600 se a sua renda é de R$ 900?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong></p>
<h1><a href="http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/9423?utm_source=MailingList&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Not%C3%ADcias+22/10/09">link: SP tem menos favela e mais favelado.</a></h1>
<p></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A concentração é tão absurda que os rendimentos médios mensais dos 80% a 90% dos brasileiros mais RICOS é de R$ 1.903.</strong></p>
<p><strong>Parece pouco ainda pra uma classe média, não? Mas se você ganha R$ 2.000 por mês é mais rico que NOVE em cada DEZ brasileiros.</strong></p>
<p><strong>Entre a parcela 10% mais rica da população esse valor salta para R$ 5.901! Um salto de R$ 1.903 para R$ 5.901 entre as duas últimas faixas. </strong></p>
<p><strong>Mesmo sendo valores estratificados, em média, por faixas, o salto em valor bruto é extremamente grande.</strong></p>
<p><strong>Somente 10% da população tem rendimentos superiores à R$ 5 mil. E a concentração nesses últimos 10% é também de tal modo elevada que entre os 5% mais ricos os salários passam a R$ 8.494 e no estrato 1% mais rico os rendimentos médios são de R$ 16.876.</strong></p>
<p><strong>Esses 1% detém 12,3% de toda a renda enquanto os 10% mais pobres detém apenas 1,2%. Isso não pode ser bom. Isto não é bom. Explica uma série de fenômenos sociais que vemos pelo Brasil a fora.</strong></p>
<p><strong>E mesmo assim os que são ricos falham em reconhecerem-se ricos. Olham somente para &#8220;cima&#8221; (sempre existirá alguém com mais dinheiro) querendo ser sempre mais ricos (<em>leia no fim o artigo sobre a percepção da distribuição de riqueza no Brasil!</em>).</strong></p>
<p><strong>Depois reclamam das conseqüências. Não querem encarar o reflexo das próprias ações no impulso descontrolado de acumular riqueza.</strong></p>
<p><strong>Reflexo da falta de acesso à água, saneamento, educação, saúde, transporte publico, melhores políticas de impostos e distribuição de renda. Reflexo da violência e da insegurança que aflige as nossas cidades.</strong></p>
<p><strong>Mas ainda  assim não querem promover a distribuição de renda. Dizem que o acúmulo é fruto de seus próprios méritos, sem a ajuda dos governos. O que não é verdade.</strong></p>
<p><strong>Nos EUA, o tataraneto do Johnson, aquele da empresa Johnson&amp;Johnson fez um documentário intitulado &#8220;The one percent&#8221;, i.e., Um por cento. Ele mostra que nos EUA 1% de toda a população detém 40% de toda a riqueza. (No filme ele fala de riqueza, não de renda). </strong></p>
<p><strong>Aqui segue o link para a primeira dos oito partes, com áudio em inglês: </strong></p>
<p><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=dK8-nr-of30&amp;feature=PlayList&amp;p=285B3DB79385AEE2&amp;index=0&amp;playnext=1">http://www.youtube.com/watch?v=dK8-nr-of30&amp;feature=PlayList&amp;p=285B3DB79385AEE2&amp;index=0&amp;playnext=1</a></strong></p>
<p>No filme, assim como fiz nesse post, ele somente levanta questões. A intenção é informar. Quase como o trabalho do filósofo, formular questões.</p>
<p><strong>As respostas eu espero que me venham com o tempo. Apesar de cada vez mais eu acreditar que a única forma é tomarmos de volta os nossos governos, onde quer que seja.</strong></p>
<p><a href="http://earthrequiem.multiply.com/photos/hi-res/1M/23"></a></p>
<p><strong>Índices de Gini ao redor do mundo.</strong></p>
<p><strong>Deixem comentários no site. Se encontrarem alguma incongruência no que escrevi ficarei mais do que contente em discutir e melhorar as informações que aqui constam.</strong></p>
<p><strong>Leiam o artigo em anexo. Divulguem o blog! </strong></p>
<p><strong>Um abraço.</strong></p>
<p><strong>Rodrigo Teixeira Pinto.</strong></p>
<p><strong>Eles não se renderão jamais (mas lhes convém?), nós também não! </strong></p>
<p><strong>p.s: a coisa està feia na Europa também, por la&#8217; são agora 22 milhões os desempregados. </strong></p>
<p><strong><a href="http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Uniao-Europeia-com-mais-de-22-milhoes-de-desempregados.rtp&amp;article=291216&amp;visual=3&amp;layout=10&amp;tm=6">http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Uniao-Europeia-com-mais-de-22-milhoes-de-desempregados.rtp&amp;article=291216&amp;visual=3&amp;layout=10&amp;tm=6</a></strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/earthrequiem.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/earthrequiem.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/earthrequiem.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/earthrequiem.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/earthrequiem.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/earthrequiem.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/earthrequiem.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/earthrequiem.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/earthrequiem.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/earthrequiem.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/earthrequiem.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/earthrequiem.wordpress.com/29/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/earthrequiem.wordpress.com/29/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/earthrequiem.wordpress.com/29/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=earthrequiem.wordpress.com&amp;blog=10327701&amp;post=29&amp;subd=earthrequiem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Suicídio Social</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 00:53:23 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[césar]]></category>

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		<description><![CDATA[Este é o primeiro texto que escrevo para este blog, aliás, nunca mantive um, nunca tive muita vontade. Mas este site surgiu de uma idéia em conjunto e tem propósitos que me atraíram e me motivaram a escrever (mesmo que o tempo para isso seja escasso). Os propósitos já estão genericamente dispostos no pequeno texto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=earthrequiem.wordpress.com&amp;blog=10327701&amp;post=27&amp;subd=earthrequiem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é o primeiro texto que escrevo para este blog, aliás, nunca mantive um, nunca tive muita vontade. Mas este site surgiu de uma idéia em conjunto e tem propósitos que me atraíram e me motivaram a escrever (mesmo que o tempo para isso seja escasso). Os propósitos já estão genericamente dispostos no pequeno texto de abertura do site, e com o tempo nós vamos criando nosso <em>ethos</em> através de nossos discursos manifestados aqui.</p>
<p>Este blog tem o objetivo de denunciar, alertar e trazer soluções relacionadas a tudo o que vem acontecendo no nosso planeta no que diz respeito à ação humana. O modo como o homem vem agindo tem relação direta com as diversas catástrofes climáticas de que se tem notícia ultimamente, com o aquecimento global e com o desequilíbrio ambiental. Isso tudo é evidenciado pelo trabalho de cientistas que estudam o assunto. Não tenho conhecimento científico profundo sobre esse tema, mas procuro sempre buscar materiais que aumentem meu saber nessa área.</p>
<p>Em minha opinião a raiz dos problemas ambientais encontra-se nos modos de produção capitalista, o qual influencia, obviamente, o pensamento humano. O sistema econômico capitalista é baseado na exploração do trabalho e no lucro (grosseiramente falando). Sendo assim, empresas, governo, sociedade civil e todas as demais instituições caminham nesse sentido, explorar e obter lucro.</p>
<p>Desde a Revolução Industrial até recentemente nunca houve uma conscientização (ampla) em relação aos impactos que trariam os modos de produção industrial. Hoje em dia é que o discurso ambientalista tem mais destaque, e ainda assim não alcança todas as esferas da sociedade.</p>
<p>Os problemas ambientais são a prova de que o capitalismo é um sistema falho e autodestrutivo. É certo que os problemas e catástrofes do meio ambiente sempre acompanharam a história das civilizações, porém nunca o perigo foi tão abrangente como no momento presente. O capitalismo transformou as relações humanas nos seus mais diversos aspectos. A relação do homem com a natureza, dentro do contexto capitalista, é uma relação de mercado, uma questão de quanto se pode produzir e lucrar utilizando recursos naturais. Isso, logicamente, altera a natureza drasticamente, pois o homem interfere no ecossistema de forma predatória, esquecendo que ele mesmo é parte desse ecossistema. Esse fato se deve ao pensamento econômico, pois a economia é abastecida com o consumo, para haver consumo é preciso da produção, e a produção depende de recursos (muitas vezes) naturais.</p>
<p>Como então uma empresa de petróleo, por exemplo, pode sobreviver sem afetar o ecossistema, dentro essa lógica de mercado? É impossível. Este sistema não permite essa flexibilidade, uma vez que a concorrência é parte fundamental dele. Existem empresas que fazem campanhas pró-reciclagem, apóiam o reflorestamento, conscientizam a população em vários aspectos. Porém, isso tudo vai por água abaixo quando o que está em jogo é a disputa mercadológica. Mesmo em países como a China, que tem o rótulo de comunista (mas é mais capitalista que os EUA), a realidade é essa.</p>
<p>Por essa razão, penso eu que o passo mais importante para uma mudança efetiva nas relações do homem com a natureza é a mudança modelo econômico. Não que a revolução sangrenta seja a solução para todos os problemas, mas é preciso que haja uma conscientização para repensar as relações do homem com a natureza. Repensar o seu lugar como ator social com potencial de mudança, pois esse modelo já se mostrou ineficiente.</p>
<p>Sei que esse texto não cita dados, é bastante subjetivo, genérico e até parcial. Mas a intenção aqui foi expor, de forma geral, o que penso, e a partir daí iniciar uma discussão nessa linha; ainda que somente eu mesmo venha a escrever nessa direção, pois já dizia Bakhtin que o dialogismo é um processo inerente a qualquer forma de comunicação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>César A. Melão</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/earthrequiem.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/earthrequiem.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/earthrequiem.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/earthrequiem.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/earthrequiem.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/earthrequiem.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/earthrequiem.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/earthrequiem.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/earthrequiem.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/earthrequiem.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/earthrequiem.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/earthrequiem.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/earthrequiem.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/earthrequiem.wordpress.com/27/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=earthrequiem.wordpress.com&amp;blog=10327701&amp;post=27&amp;subd=earthrequiem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Você tem idéia de quanta água consome?</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 00:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mdktp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Até cerca de uns 10 mil anos atrás nossa espécie ainda era bastante limitada. Não sabíamos ainda direito o que fazer com os recursos que o planeta nos tinha para oferecer. A única coisa que sabíamos fazer era caçar e colher, mudando continuamente de território para sobreviver. Então descobrimos como cultivar a terra, inventamos (ou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=earthrequiem.wordpress.com&amp;blog=10327701&amp;post=25&amp;subd=earthrequiem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Até cerca de uns 10 mil anos atrás nossa espécie ainda era bastante limitada. Não sabíamos ainda direito o que fazer com os recursos que o planeta nos tinha para oferecer. A única coisa que sabíamos fazer era caçar e colher, mudando continuamente de território para sobreviver.</p>
<p>Então descobrimos como cultivar a terra, inventamos (ou descobrimos?) a agricultura. O resultado disso foi extraordinário.</p>
<p>Finalmente pudemos nos estabelecer em um território fixo e sobreviver sem precisar mais percorrer enormes distâncias por comida. Como isso foi possível? Com água. Nos estabelecemos perto de rios e litorais e isso ainda não mudou. Das 15 maiores cidades do planeta, 11 são próximas de rios, mares ou oceanos.</p>
<p>A vida no planeta terra começou na água e evoluiu para as formas terrestres. Sem água não pode existir a vida como a conhecemos. E ainda assim, cerca de 1 BILHÃO de pessoas não tem acesso à água doce limpa, potável. De cada 6 pessoas no mundo, 1 não tem acesso à água.</p>
<p><a href="http://www.water.cc/water-crisis/"></a><a href="http://www.water.cc/water-crisis/">http://www.water.cc/water-crisis/</a></p>
<p>A Unicef calcula que 2,6 BILHÕES de pessoas não tem acesso à serviços de saneamento básico. Ou seja, aproximadamente, de cada 2 pessoas, uma não tem direito onde cagar, i.e. vivem na merda literalmente. No Brasil a coisa não é muito melhor, sendo, talvez, até pior! Sim, pior!</p>
<p>No último final de semana no Parque do Ibirapuera realizou-se o evento Segunda Sem Carne. Eu não sou vegetariano, nem pretendo tornar-me. Mas nao podemos negar que a agropecuária é uma atividade que utiliza água de maneira abundante. No nosso querido e maravilhoso país, 45% de toda a água é utilizada na agropecuária! E, abismem-se, 45 milhões de brasileiros não tem acesso à água potável. Tudo bem, até pouco eu também não sabia.</p>
<p>No mundo tínhamos uma relação de 1 pessoa a cada 6 sem acesso à água, pois no Brasil, considerando que temos cerca de 200 milhões de habitantes, por aqui temos cerca de 1 candango sem acesso à água em cada 4 pessoas.</p>
<p>Mas ok, não temos motivo para preocupar-nos, afinal vivemos nos grandes centros urbanos, logo nunca nos vai faltar água, certo? Errado. Apesar de 96% dos brasileiros vivendo nos grandes centros urbanos terem acesso à água, algumas grandes cidades já começaram a sofrer efeitos de falta de abastecimento. Um exemplo é São Luís, no Maranhão:</p>
<p><em> </em><em>O governo do Maranhão anunciou na manhã desta sexta-feira que decretou, por 90 dias, estado de calamidade pública no sistema de água em São Luís, em razão do colapso no sistema de abastecimento da capital. Na semana passada, o </em><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u623592.shtml"><em>rompimento</em></a><em> de uma adutora deixou moradores da cidade sem água de domingo (13) a quarta (16). </em></p>
<p><em>Fonte: </em><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u629223.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u629223.shtml</a></p>
<p>Além disso as distâncias que a água faz para chegar aos grandes centros urbanos é cada vez maior. É extremamente importante sabermos de onde vem a água que consumimos. Em São Paulo o abastecimento dá-se por 3 grandes sistemas produtores: Cantareira, Guarapiranga e Alto Tietê. Se pegarmos o sistema Alto Tietê como exemplo, temos:</p>
<p><em> Os resevatórios Ponte Nova, Paraitinga, Biritiba Mirim, Jundiaí e Taiaçupeba formam o Sistema Produtor Alto Tietê (SPAT), que constitui um sistema em cascata no qual os reservatórios são interligados através de sistemas de túneis e canais, com a finalidade de aumentar a captação de água para abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).</em></p>
<p><em>Fonte: </em><a href="http://www.mananciais.org.br/site/mananciais_rmsp/altotiete">http://www.mananciais.org.br/site/mananciais_rmsp/altotiete</a></p>
<p>Blá blá blás a parte, temos as seguintes distâncias até São Paulo: Biritiba Mirim 83 km, Jundiaí 59 km, Ponte Nova 129 km, São Luiz do Paraitinga 190 km, Taiaçupeba 91 km. Toda essa distância percorrida pela água cria 2 principais problemas. Um deles é a perda do sistema. Ou seja, a água que se perde ao longo do caminho para chegar até a cidade mais rica da América Latina, São Paulo.</p>
<p>Seria um chute razoável para esta perda alguma coisa ao redor de 10%? Ou seja, a cada 10 litros de água que vamos buscar na &#8220;conchinchina&#8221; perdemos 1 litro. Razoável, afinal, precisamos de água!</p>
<p>Pena 10% não ser o valor correto. Ok, então 20%, tudo bem, são apenas 2 litros desperdiçados. Razoável, afinal, precisamos de água!</p>
<p>De novo, errado. 30%? Infelizmente, não!</p>
<p>As estimativas sobre as perdas ultrapassam a marca dos 40%. Ou seja, daqueles 10 litros iniciais, pelo menos 4 litros vão escapar durante a via crúcis da água até a Ipiranga com a Av. São João.</p>
<p>O outro problema? Agora fica mais fácil entender porque algumas pessoas não têm acesso à água!</p>
<p>Porque a água também é um recurso mal distribuido e concentrado. Recurso diretamente relacionado à distribuição da riqueza (veja a foto acima, ter acesso à água não é suficiente para estar no topo da cadeia, mas é necessário, é o primeiro degrau, faltariam ainda saneamento, saúde, educação, etc…).</p>
<p>Todas essas informações eu recolhi por cerca 6 meses antes de finalmente resolver dar vida a este post. Após essa fase inicial comecei a pensar sobre as minhas próprias ações e quanta água consumo e quanta deveria consumir para satisfazer todas as minhas necessidades de uma maneira sustentável e decente.</p>
<p>Agora é o momento para justificar o título! Você tem idéia de quanta água consume? Melhor ainda, tem idéia de quanta deveria consumir?</p>
<p>Um artigo muito interessante do <a href="http://www.environmental-expert.com/files/6846/articles/4088/4088.pdf">Instituto do Pacífico para estudos de Desenvolvimento, Meio Ambiente e Segurança</a> tenta dar um número para a quantidade de água diária necessária para se ter uma vida digna, mas sem desperdício. O artigo é muito bom e eu recomendo fortemente a leitura (em inglês). Mas os principais resultados são:</p>
<p>Consumo pessoal (água para beber): 3-5 litros/dia/pessoa</p>
<p>Serviços sanitários: 20-50  litros/dia/pessoa</p>
<p>Banho: 15-25  litros/dia/pessoa</p>
<p>Preparação de alimentos: 10-20  litros/dia/pessoa</p>
<p>Segundo o estudo, todo ser humano deveria utilizar <span style="text-decoration:underline;">no mínimo</span> 50 litros de água por dia para ter uma qualidade de vida de acordo com os padrões modernos até um máximo de 100 litros/pessoa/dia para fazer um uso consciente e sustentável dos recursos hídricos.</p>
<p>E aí José, quanta água você consome por dia? Não sabe? É fácil.</p>
<p>Pegue a sua conta de água. Existe uma seção no alto, bem no começo, chamada Consumo (m3), logo após a primeira seção chamada Leitura.</p>
<p>Ali você encontra um numerozinho mágico. Atual: 15.</p>
<p>Significa que a sua residência no mês sendo cobrado consumiu, no nosso exemplo, 15 m³ de água. Passar isso para litros por dia por pessoa agora é moleza.</p>
<p>Multiplique o número por 1000 (1 m³ representa 1000 litros). Pegue o resultado e divida pelo número de dias do mês. Divida o novo o resultado pelo número de pessoas que vivem sob o mesmo teto aí na sua casa e voilà!</p>
<p>Exemplo do último mês de Setembro aqui em casa. Atual: 16.</p>
<p>1) 16 m³ x 1000 = 16.000 litros.</p>
<p>2) 16.000 litros / 30 dias = 533 litros/dia.</p>
<p>3) 533 litros/dia / 6 pessoas = 89  litros/dia/pessoa</p>
<p>Aqui em casa nós sabemos quantos litros de água consumimos por pessoa por dia e tentamos nos manter sempre abaixo da quota dos 100 litros diários cada um.</p>
<p>Segundo a prefeitura de São Paulo, a média diária captada para suprir a capital é superior a 350 litros/pessoa/dia. Esse número é três vezes e meio maior do que o necessário para uma vida normal. E lembrem-se que deste valor ainda jogamos fora 40%.</p>
<p>No estado da Califórnia nos Estados Unidos, esse número chega a uma inacreditável e surreal média de 800 litros/dia/pessoa. Em Sacramento, também na Califórnia, esse número é de 280 galões americanos por dia, ou seja, a monstruosidade de cerca 1060 litros de água por dia por habitante!</p>
<p>Eu fico imaginando o tamanho dos aquários e jardins dessa gente que mora em Sacramento. Devem criar baleias azuis e sequóias em casa!</p>
<p><a href="http://www.sacbee.com/news/story/1673258.html">http://www.sacbee.com/news/story/1673258.html</a></p>
<p>Em anexo ao post vou compartilhar a planilha (para MS Excel) que fiz para acompanhar o consumo de água aqui de casa. No final do post, em<em>&#8220;Attachment</em>&#8220;, tem o link para o arquivo <em>Consumo per capita de Agua.xls</em>.</p>
<p>Quem quiser utilizar, fique a vontade, quem tiver dúvidas pode me contatar em <a href="mailto:rodrigo.t.p@gmail.com">rodrigo.t.p@gmail.com</a>.</p>
<p>Postem aí nos comentários o consumo de água de vocês!</p>
<p>O próximo post será sobre medidas para evitar o desperdício. Mas a partir de agora já fica expressamente proibido o uso da vassoura hidráulica!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/earthrequiem.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/earthrequiem.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/earthrequiem.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/earthrequiem.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/earthrequiem.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/earthrequiem.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/earthrequiem.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/earthrequiem.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/earthrequiem.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/earthrequiem.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/earthrequiem.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/earthrequiem.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/earthrequiem.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/earthrequiem.wordpress.com/25/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=earthrequiem.wordpress.com&amp;blog=10327701&amp;post=25&amp;subd=earthrequiem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Desenvolvimento Sustentável &#8211; Parte I</title>
		<link>http://earthrequiem.wordpress.com/2009/11/09/desenvolvimento-sustentavel-parte-i/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 00:46:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mdktp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[amanda]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje em dia é muito comum ouvir falar sobre esse conceito, mas devemos nos perguntar: o que ele realmente significa? O que é afinal desenvolvimento sustentável? É realmente útil para a resolução dos problemas ambientais ou transformou-se em um tipo de slogan das empresas? O que pretendo fazer é problematizar esse conceito e levantar algumas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=earthrequiem.wordpress.com&amp;blog=10327701&amp;post=23&amp;subd=earthrequiem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje em dia é muito comum ouvir falar sobre esse conceito, mas devemos nos perguntar: o que ele realmente significa? O que é afinal desenvolvimento sustentável? É realmente útil para a resolução dos problemas ambientais ou transformou-se em um tipo de slogan das empresas?</p>
<p>O que pretendo fazer é problematizar esse conceito e levantar algumas questões pertinentes que se perdem quando se usa indiscriminadamente essa noção de desenvolvimento sustentável.</p>
<p>O  debate sobre questões do meio ambiente ganha visibilidade, efetividade, a partir da década de 70 e o marco desse momento é a Conferência das Nações Unidas sobre o Homem e o Meio Ambiente que aconteceu em Estocolmo, Suécia (1972). As maiores preocupações discutidas nessa conferência foram: contaminação provocada pela industrialização, crescimento populacional, urbanização.</p>
<p>Em 1992 ocorre, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (ECO-92). Resolver os problemas ambientais não é visto como possível sem se levar em consideração a dimensão do desenvolvimento.</p>
<p>E é aí que a coisa fica complicada, o desenvolvimento sustentável deve ser praticado por países ricos, que devem repensar as formas como utilizam os recursos naturais, o consumismo exacerbado, o estilo de vida, pois os problemas ambientais são sintomas direto desse estilo.(<a href="http://earthrequiem.multiply.com/journal/item/4">Leia mais sobre o assunto)</a>. Ele é também o reflexo da desigualdade social, e é ai que entra o outro lado do desenvolvimento sustentável, o qual não é possível sem o desenvolvimento econômico dos países pobres. A probreza está diretamente ligada aos problemas ambientais.</p>
<p>Você pode estar se perguntando o que pobreza e meio ambiente tem a ver com isso, qual é a ligação possível? Bom, são várias.</p>
<p>Em primeiro lugar, enquanto alguns países (muitas vezes a custa dos recursos naturais dos outros), acumularam riquezas, conhecimentos técnicos e de fato se desenvolveram,  outros países viviam/vivem em um estado precário. A falta de recurso faz com que usem de suas reservas naturais de forma predatória, destruindo as áreas da agricultura, os recurso hídricos e por fim gerando ainda mais pobreza.  A pobreza nos centros urbanos também agrava os problemas ambientais, como exemplo podemos citar: as enchentes, o desmatamento, a construção de casas em áreas impróprias, o assoreamento dos cursos de água devido ao desmatamento, e os rios que são usados para depósitos de lixo e esgoto.</p>
<p>Esses problemas geram outros como a alta taxa de mortalidade infantil devido a falta de água limpa, segundo a UNICEF, a diarreia mata 1,5 milhão de crianças por ano. <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1340736-5603,00.html">F</a><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1340736-5603,00.html">onte</a></p>
<p>É impossível implementar o desenvolvimento sustentável quando alguns países e em alguns casos, algumas classes sociais, abusam dos recursos naturais (No estado da Califórnia nos Estados Unidos, o consumo de água é em média de 800 litros/dia/pessoa. <a href="http://earthrequiem.multiply.com/journal/item/5/5">Leia mais sobre</a>) e enquanto a diminuição e futuramente a erradicação da pobreza não for também uma das principais pautas desse discurso.</p>
<p>O desenvolvimento sustentável só poderá ser realmente uma proposta válida se de fato abarcar esses dois lados da moeda. Além disso, a sustentabilidade deve ser aplicada nas mais diversas dimensões, como cultural, social, ambiental e etc.</p>
<p>Há muitas coisas que eu gostaria de falar sobre o desenvolvimento sustentável, mostrarei nos próximos posts como ele não tem sido aplicado como deveria, como é necessário possuir uma visão crítica sobre esse discurso e por fim quero mostrar como ele ainda pode ser válido se aplicado nas mais diversas esferas da sociedade e não só na econômica.</p>
<p>Para que assim essa ideia não “[...] represente apenas um enverdecimento do estilo atual, cujo conteúdo se esgotaria no nível da retórica [...]” (GUIMARÃES, p. 16, 2002)</p>
<p>Referência Bibliográfica:</p>
<p>NOBRE Marcos; AMAZONAS, Mauricio de Carvalho (org). Desenvolvimento sustentável: a institucionalização de um conceito. Imprenta  Brasília, DF : IBAMA, 2002.</p>
<p><em>Amanda Teixeira Pinto</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/earthrequiem.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/earthrequiem.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/earthrequiem.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/earthrequiem.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/earthrequiem.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/earthrequiem.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/earthrequiem.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/earthrequiem.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/earthrequiem.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/earthrequiem.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/earthrequiem.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/earthrequiem.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/earthrequiem.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/earthrequiem.wordpress.com/23/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=earthrequiem.wordpress.com&amp;blog=10327701&amp;post=23&amp;subd=earthrequiem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Trailer do filme The Age of Stupid</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 04:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mdktp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videos]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse documentário teve sua pré-estréia no Brasil no dia 22/09/2009, no dia mundial sem carro (e diga-se de passagem, não mudou nada na realidade do paulistano). http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/09/22/mesmo+no+dia+mundial+sem+carro+transito+nao+melhora+em+sao+paulo+8582975.html O evento de lançamento mundial aconteceu em um cinema movido à energia solar, em NY. Fato que achei muito interessante! Com relação ao filme propriamente dito, ahn sim&#8230;sei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=earthrequiem.wordpress.com&amp;blog=10327701&amp;post=13&amp;subd=earthrequiem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://earthrequiem.wordpress.com/2009/11/08/trailer-do-filme-the-age-of-stupid/"><img src="http://img.youtube.com/vi/9dTyTTFgluk/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Esse documentário teve sua pré-estréia no Brasil no dia 22/09/2009, no dia mundial sem carro (e diga-se de passagem, não mudou nada na realidade do paulistano).<br />
<a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/09/22/mesmo+no+dia+mundial+sem+carro+transito+nao+melhora+em+sao+paulo+8582975.html">http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/09/22/mesmo+no+dia+mundial+sem+carro+transito+nao+melhora+em+sao+paulo+8582975.html</a></p>
<p>O evento de lançamento mundial aconteceu em um cinema movido à energia solar, em NY. Fato que achei muito interessante! Com relação ao filme propriamente dito, ahn sim&#8230;sei que não sou crítica de cinema, mas isso não me impede de dar o meu parecer!</p>
<p>Enfim, o filme é metade ficção, metade documentário. Na parte ficção, o filme mostra como seria a vida em 2055 com vários dos diagnósticos climáticos que temos hoje consumados. E uma das coisas que mais achei interessante no filme foi a tristeza com a qual o arquivista narra os fatos. A ideia de que tínhamos dois caminhos a seguir, agir ou ignorar, fica bem marcado no filme, e é a grande fonte de ressentimento do arquivista: a nossa escolha, CONSCIENTE, de não agir. </p>
<p>“Why didn&#8217;t we stop climate change when we had the chance?&#8221;</p>
<p>A parte documentário é muito boa também, conta seis histórias reais e independentes, as quais abordam destruição em vários lugares mundo. Não quero estragar o filme contando tudo para vocês, aconselho assistirem! É daqueles filmes que desanimam um pouco, mas não estamos em 2055, ainda há tempo para mudanças!</p>
<p>Veja e pense nisso!</p>
<p>Para quem quiser comprar: <a href="http://www.ageofstupid.net/">http://www.ageofstupid.net/</a> </p>
<p>Para quem quiser baixar: <a href="http://www.torrentreactor.net/find/the-age-of-stupid">http://www.torrentreactor.net/find/the-age-of-stupid</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/earthrequiem.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/earthrequiem.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/earthrequiem.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/earthrequiem.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/earthrequiem.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/earthrequiem.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/earthrequiem.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/earthrequiem.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/earthrequiem.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/earthrequiem.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/earthrequiem.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/earthrequiem.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/earthrequiem.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/earthrequiem.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=earthrequiem.wordpress.com&amp;blog=10327701&amp;post=13&amp;subd=earthrequiem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Desenvolvimento Sustentável II: E agora quem poderá nos defender?</title>
		<link>http://earthrequiem.wordpress.com/2009/11/08/desenvolvimento-sustentavel-ii-e-agora-quem-podera-nos-defender/</link>
		<comments>http://earthrequiem.wordpress.com/2009/11/08/desenvolvimento-sustentavel-ii-e-agora-quem-podera-nos-defender/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 03:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mdktp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[No outro post eu busquei explicar como o desenvolvimento sustentável não será viável se não houver uma conscientização dos países ricos para diminuir o consumo exacerbado, o abuso dos recursos naturais, e por outro lado, não é possível sem o desenvolvimento econômico e social dos países pobres, que vão continuar a usar de seus recursos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=earthrequiem.wordpress.com&amp;blog=10327701&amp;post=4&amp;subd=earthrequiem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://earthrequiem.multiply.com/photos/hi-res/1M/27"></a></p>
<p>No outro post eu busquei explicar como o desenvolvimento sustentável não será viável se não houver uma conscientização dos países ricos para diminuir o consumo exacerbado, o abuso dos recursos naturais, e por outro lado, não é possível sem o desenvolvimento econômico e social dos países pobres, que vão continuar a usar de seus recursos de forma prejudicial para a natureza, afinal, não há alternativas.</p>
<p> Neste post pretendo expor outros problemas do discurso do desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Como já dito, ele ganhou visibilidade na ECO-92. Este é também um momento em que os centros de poder mundial declaram a falência do Estado como motor do desenvolvimento, da regulação e do planejamento. Ok&#8230; E agora quem poderá nos defender? <strong> O Chapolin Colorado</strong>&#8230; ops, quer dizer.. O MERCADO.</p>
<p> Mas é extremamente contraditório o desenvolvimento sustentável ser aplicado pelo Mercado.</p>
<p>Por quê? Bom, em primeiro lugar é preciso finalmente definir o que é desenvolvimento sustentável, que é a “[...] manutenção do estoque de recursos e da qualidade ambiental para a satisfação das necessidades básicas das gerações atuais e futuras [...]” (GUIMARÃES, p.22, 2002)</p>
<p>Logo, o que precisamos é de um mercado regulado, não um mercado que regula.</p>
<p>Ações que de fato modifiquem os modos atuais de produção, de utilização dos recursos, são ações que devem ser implementadas pelo governo a longo prazo. É preciso um constante e forte investimento em alternativas sustentáveis, tanto para criação de novas formas como para implementação e expansão de métodos já desenvolvidos.</p>
<p>E por que o mercado não é capaz de realizar essa árdua tarefa? Porque “longo prazo” e “gerações futuras” fogem do repertório do mercado, que busca resultado imediato.</p>
<p>Por exemplo, é fato que, a curto prazo, é mais barato usar carvão para se obter energia do que investir em usinas eólicas.</p>
<p>Isso dentro da lógica de mercado, de grana mesmo&#8230;</p>
<p>Mas na lógica do desenvolvimento sustentável, devemos gastar mais dinheiro, pois a longo prazo,  bom&#8230; <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Do2AHLxuI2Y"><strong>precisamos de um lugar para viver</strong></a>, deixar recursos também para as próximas gerações&#8230; </p>
<p>Foge da ação do mercado a manutenção do equilíbrio climático, da camada de ozônio, da biodiversidade e da recuperação do ecossistema.</p>
<p>Para uma empresa automobilística, sustentável pode significar desenvolver carros mais econômicos, menos poluentes. Por outro lado, para a sociedade pode ser melhor que aja investimento em transporte público de qualidade.</p>
<p>Não que um exclua o outro&#8230; porém não vemos esforços para que toda sociedade se beneficie. Afinal, o que dá mais lucro imediato?</p>
<p>Além disso, é de se questionar que o Banco Mundial – responsável desde a ECO-92 por financiar projetos sustentáveis – concedeu 2 milhões de dólares para projetos que visem a redução de CO<sub>2 </sub>na China e, para construção de centrais geradoras de energia elétrica a partir do carvão, concedeu a pequena soma de 310 milhões de dólares.</p>
<p>É importante assumirmos um compromisso pessoal e também cobrar de nossos governos uma postura real frente a essas questões. Avaliarmos que esse discurso ideológico do desenvolvimento sustentável não passa de uma maneira para desviar nossa atenção dos problemas ambientais. Precisamos entender todas as dimensões do desenvolvimento sustentável, e são várias.</p>
<p>Já mostrei que ele não é possível se não for pensado tanto para os ricos quanto para os pobres e também que o mercado não é capaz de implementá-lo de fato.</p>
<p>No próximo post pretendo expor como ele deve ser aplicado às diversas esferas da vida social e não só à econômica para não cairmos no erro de uma visão reducionista.  </p>
<p><em>Amanda Teixeira Pinto</em></p>
<p><em> </em></p>
<div><em>NOBRE Marcos; AMAZONAS, Mauricio de Carvalho (org). Desenvolvimento sustentável: a institucionalização de um conceito. Imprenta  Brasília, DF : IBAMA, 2002.</em></div>
<p><em>
<p>&nbsp;</p>
<p></em></p>
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